domingo, 25 de dezembro de 2011

Vídeo de 21.12.2011

O pessoal do blog SubmundoJoinville fez um vídeo sobre a manifestação do dia 21 de dezembro de 2011, o qual compartilhamos abaixo. Fica o nosso agradecimento ao coletivo SubmundoJoinville.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Reunião da Frente de Luta confirmada

A Frente de Luta pelo Transporte Público realizará sua próxima reunião no dia 28/12, quarta-feira, às 18h na Praça dos Suiços (Rua XV de Novembro, em frente a Antarctica).

Venha participar! A reunião é aberta a todos aqueles contrários ao aumento da tarifa e por um transporte verdadeiramente público.

Frente de Luta pelo Transporte Público

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Repercussão na imprensa

Saiu na imprensa sobre a manifestação de ontem (clique sobre o link para ler):

Gazeta de Joinville - Não ao aumento da passagem de ônibus

Portal Joinville - Manifestação contra o aumento em Joinville


Portal Joinville - Licitação pode decidir os próximos 25 anos

Veja os vídeos do Portal Joinville:



fotos e vídeos da manifestação de 21/12/2011




Votação na assembléia decidindo as próximas atividades





Razões para barrar o aumento da tarifa dos zarcões

por Maikon K.


Escrevi as razões para entrar na luta contra o aumento de R$ 2,70 na tarifa dos zarcões. Todos os pontos foram baseados em diferentes relatos de usuários-as do meu círculo de amigos-as e familiares.

  1. Para ir ao Parque Cidade, localizado próximo da Arena, é preciso de carro ou de ônibus, pode pedalar e ir a pé, porém é importante notar o calor e chuva que ocorrem em Joinville. O zarcão é o meio de transporte coletivo e é uma boa maneira. Porém, para uma família de 4 pessoas, que mora no Parque Guarani, bairro de menor renda da cidade, ter um momento de lazer numa dominguera, com o novo aumento, custará R$ 21,60.
  2. O acesso ao SUS – Sistema Único de Saúde – também depende do transporte coletivo, já que determinados atendimentos, como a psiquiatria, não está disponível em todos os Postos de Saúde. Existem pessoas que precisam se deslocar de seu Bairro para outro.
  3. Assistir os jogos do Joinville Esporte Clube na 2ª divisão do Brasileirão representa um custo do ingresso e da ida até o Estádio.
  4. O grande número de usuários do transporte coletivo ocorre no translado de casa para o trabalho. Mesmo o trabalhador recebendo uma “ajuda” da empresa nos gastos com os deslocamentos, o aumento também interfere na renda da classe trabalhadora.
  5. O acesso a educação é prejudicado, já que a rede pública de ensino seja municipal ou estadual não está bem distribuída e organizada para atender todos-as as estudantes, o custo irá prejudicar o rendimento escolar.
  6. Em Joinville, a grande maioria dos-as estudantes do ensino superior depende do transporte coletivo. Importante notar, que o acesso ao ensino superior tem um custo, já que os-as estudantes pagam mensalidades.
  7. Os teatros e os cinemas em Joinville estão concentrados no centro da cidade. Além do pagamento do ingresso, é preciso gastar com o transporte coletivo.
  8. Os zarcões vivem lotados, os horários atrasos e os itinerários organizados de acordo com os interesses das empresas Gidion e Transtusa. Ocorre fiscalização dos setores competentes da PMJ, porém, muitos problemas ocorrem.
  9. Os-as trabalhadores-as das empresas Gidion e Transtusa exercem suas funções com precariedade. Não existe liberdade de organização sindical da classe, fato que poderia modificar as condições de trabalho.
  10. Nos últimos 40 anos, o aumento da tarifa ocorre com assinatura dos prefeitos. É hora de mudar a situação.

Já Basta!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Deliberações da manifestação de 21/12/2011

Deliberações da manifestação de 21 de dezembro de 2011, definidas na assembléia final:


1. Reunião da Frente de Luta pelo Transporte no dia 28/12, às 18h, local a confirmar (confira nesse blog);


2. Manifestação no dia 4 de janeiro de 2012.


Frente de Luta pelo Transporte Público

Não dá para não falar, por Cynthia Maria Pinto da Luz*

Essa é minha crônica de final de ano em “A Notícia”. Habitualmente, falo de questões polêmicas, que afetam a vida da maioria das pessoas no seu dia a dia, da falta de efetividade dos direitos humanos, da violação sistemática desses direitos pelo mundo capitalista e a luta incessante que se trava em prol de uma sociedade capaz de oferecer a cada um de nós e nossos familiares uma vida tranquila, modesta, mas estável. Que nos permita atravessar ano após ano sem grandes percalços, projetando nossos sonhos, aspirações em direção a uma existência feliz.

Porém, isso só acontece se tivermos nossos direitos respeitados. Saúde, educação e trabalho, por exemplo, são direitos fundamentais – garantias constitucionais – que devem ser respeitados, preservados e potencializados pelo gestor público. Só que, agora, novamente está na ordem do dia o reajuste de tarifa do transporte coletivo de Joinville. O povo trabalhador e a juventude não suportam mais qualquer aumento, pois o valor atual já é extremamente excessivo, fazendo com que muitos deixem de usar ônibus para financiar um veículo individual, motocicleta ou carro.

Isso causa a redução do número de usuários, aumenta a pressão por mais reajustes e transforma o trânsito em um caos. Aumenta os congestionamentos, os acidentes e a superlotação nas emergências hospitalares. Um movimento exatamente contrário a tudo o que dizem os especialistas em mobilidade urbana.

Fica evidente que reajuste de tarifa não é política pública de qualidade. Principalmente quando desponta como única inciativa no que diz respeito ao debate sobre transporte coletivo. Apesar de ser um tema sensível e de mobilizações históricas, não foi nessa gestão municipal que tivemos a coragem de ousar e aprofundar a discussão do modelo de gestão e da qualidade dos serviços.

Essa inércia é muito ruim ao governo municipal e, principalmente, à população, já que limita o acesso das pessoas ao transporte coletivo e não agrega incentivos ao uso do ônibus, pelo contrário. Até mesmo a contratação da empresa escolhida para realizar a licitação do sistema, como anunciou o governo municipal, contém vícios, já que as concessionárias são clientes da consultoria.

O aumento é inaceitável e agora cabe às organizações sociais, estudantes e populares se organizarem para novamente enfrentar a situação. Uma pena que neste final de ano não possamos inovar em nossos sonhos, mas persistir na luta.

cynthiapintodaluz@terra.com.br

*advogada do Centro de Direitos Humanos de Joinville

Fonte: Jornal A Notícia (21/12/2011).