quinta-feira, 18 de novembro de 2010

3º Seminário CANCELADO


















Por problemas com o local que seria realizado o seminário, ele infelizmente esta sendo cancelado.

Pedimos desculpas a todos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

O Impasse invade a cidade

Documentário é exibido em Joinville e chama atenção para o sistema de transporte coletivo da cidade.

Cadeiras ocupadas e olhares atentos às cenas exibidas no telão. Desta vez, ao invés das mobilizações nas ruas e dos seminários sobre transporte coletivo , a Frente de Luta Pelo Transporte Público de Joinville, no último dia 23, exibiu o documentário Impasse no anfiteatro do Ielusc. Instigados pelo debate, cerca de 50 pessoas estiveram presentes e, após a exibição, participaram do debate sobre o assunto. Tamanho foi o interesse, que o evento terminou mais de três horas e meia após o início.












Produzido pelos jornalistas Fernando Evangelista e Juliana Kroeger, o documentário Impasse discute o transporte coletivo e relata as manifestações da Frente de Luta pelo Transporte Público de Florianópolis que ocorreram na capital catarinense. Manifestações que incluem desde passeatas, protestos e declarações; a socos, chutes e outras agressões policiais sobre os manifestantes e cidadãos.

Após a exibição, foi realizado uma conversa com o casal produtor do documentário e com a militante Carol Cruz, do Movimento Passe Livre de Florianópolis. Foram discutidos diversos temas, entre eles o surgimento e propostas do MPL e o sistema de transporte urbano da cidade.

Dia Nacional pelo Passe Livre












Em comemoração ao Dia Nacional pelo Passe Livre (26 de outubro), militantes da luta pelo transporte público fizeram a reapresentação do documentário Impasse na Praça da Bandeira, em frente ao terminal urbano de Joinville.












Desta vez as faixas e as passeatas foram substituídas por um ato de reflexão, exibindo o documentário que trata justamente da realidade enfrentada pelos militantes e da própria população: ônibus lotados, linhas reduzidas e horários atrasados, acrescidos a uma tarifa de valor alto e dependente de uma assombração: a “licitação”. Restam poucos dias para os usuários decidirem se querem continuar (in) satisfeitos com o modelo aplicado na cidade. E a única maneira de participar da decisão é nas ruas e lutando pelos seus direitos. Por um transporte público, gratuito e de qualidade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Lançamento do documentário Impasse em Joinville



O documentário Impasse, sobre as manifestações contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em Florianópolis, vai ser lançado aqui em Joinville dia 23 de outubro.
A estréia será no anfiteatro do IELUSC, que fica na Rua Princesa Isabel, n. 438 - Centro, as 19h.

























Mais Informações: www.impasse.com.br

Esta atividade está sendo organizada pela
Frente de Luta pelo Transporte Público.

Organização:
MPL / DCE-Univille / CALHEV / DACS-Ielusc

Apoio:
Clube de Cinema / Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville / GEPAF / DocDois

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IMPASSE

Durante os meses de maio e junho, Florianópolis nova-mente foi palco de revoltas contra o aumento nas passagens do transporte co-letivo. Em alguns dias, as intensas manifestações chegaram a juntar sete mil pessoas. Esses manifes-tantes não estavam discu-tindo apenas o aumento nas passagens, mas sim o atual sistema de transporte, que exclui boa parte da popu-lação do acesso à cidade.

Feito durante as manifestações na capital, o documentário Impasse também ultrapassa as dis-cussões acerca do aumen-to da passagem. A diretora e o diretor, além de fazerem a cobertura das mobilizações, das assembleias e dos con-flitos entre manifestantes e policiais, entrevistaram téc-nicos da área de transporte, empresários do setor, traba-lhadores, poder público e os manifestantes.

Assim como em Floria-nópolis, a população de Joinville também sofre com a situação do transporte co-letivo da cidade. Há déca-das o serviço está nas mãos dos mesmos empresários, que monopolizaram o siste-ma e prestam um serviço de má qualidade, além pedi-rem constantes aumentos na tarifa. Os joinvilenses continuam aflitos com a si-tuação do transporte, já que o atual modelo não é ques-tionado pelo poder público.

Ano que vem é o ano da nova licitação do serviço de transporte coletivo e, até agora, as prometidas dis-cussões sobre o assunto ainda não aconteceram. Além disso, volta à tona, pouco após as eleições, a possibilidade do aumento da tarifa de ônibus. De acordo com nota divulgada no A Notícia, pág. 3, 13/10/2010, foi escolhido o “especialista” Rainoldo Uessler, para fazer estudo no valor da tarifa e buscar na justiça o acrés-cimo no valor da passagem.

Diante dessa passividade do poder público, cabe a nós cidadãos lutar contra esse sistema excludente e que beneficia interesses indivi-duais de empresários.



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Frente de Luta pelo Transporte Público convida:


Reunião de organização de novas ações.

Dia e hora: sábado, 9 de outubro, às 18h.

PARTICIPE!!!

domingo, 5 de setembro de 2010

Participe do Desfile - Por Uma Vida Sem Catracas

A Frente de Luta pelo Transporte Público convida você para participar do desfile da "independência" no dia 7 de setembro. A Frente participará de forma crítica, dialogando com a população a respeito de três questões fundamentais:

1) O possível aumento de tarifa em janeiro de 2011;

2) A licitação do transporte;

3) A necessidade de superar o modelo privado de gestão transporte.

Nos concentraremos na rua Itaiópolis (lateral da Beira-Rio), em frente a entrada do SESC, às 8h. Contamos com sua participação.

Frente de Luta pelo Transporte Público

Por um vida sem catracas!

http://nozarcao.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Debate Continua - 2º Seminário “Mudar o transporte, fazer a cidade”











No dia 19 de agosto, quinta-feira, foi realizado o 2º Seminário “Mudar o transporte, fazer a cidade” no auditório da comunidade no IELUSC. O evento contou com a participação do engenheiro e ex-secretário de transportes da prefeitura de São Paulo Lúcio Gregori, do arquiteto e urbanista Luiz Alberto de Souza, dos militantes do Movimento Passe Livre Bruno Isidoro e André Beavis. A mediação coube ao acadêmico de jornalismo Marcus Carvalheiro. Participaram cerca de 120 pessoas, entre acadêmicos da instituição e população em geral.

O evento iniciou com uma palestra de Gregori de cerca de 40 minutos. Gregori fez um detalhado histórico da questão da mobilidade no Brasil, desde as vilas operárias, que ao concentrarem mão-de-obra próxima às indústrias não punham a questão do transporte como um “problema”, até a concepção de transporte como um negócio lucrativo que vigora no Brasil, cujo núcleo se estrutura em torno da tarifa – modo de remuneração e extração de lucros por parte dos empresários e impeditivo de seu usufruto para a população – e se organiza via modelo de concessão de serviço público.

Lúcio explicou o modelo de municipalização aplicado no transporte de São Paulo. O modelo consistiu em uma espécie de “fretamento”, no qual através de um preço fixado o empresário dispõe o ônibus ao poder público, que o utiliza orientado de acordo com suas prioridades. Portanto ocorre uma “contratação” do empresário, e não uma concessão. O mérito, segundo Lúcio, da municipalização é retirar todo o poder político dos empresários de transporte, na medida em que após disporem os ônibus ao poder público não opinam sobre rota, tarifa ou operação. Pago os ônibus, cabe à prefeitura decidir sobre o preço da tarifa e o grau de subsídio a ela aplicado. Nesse ponto, Lúcio tratou de desmistificar que o Brasil é um dos países com maior carga tributária, sendo considerado apenas um país de carga tributária “média”. O custo dos ônibus, desse modo, então foi subsidiado pela prefeitura, que através do aumento do IPTU dos grandes proprietários adquiriu recursos para a democratização do transporte. No limite, o subsídio total da tarifa é a Tarifa-Zero – ônibus com custo X, mas com preço 0 à população – e isso ainda implicaria o fim dos terminais de ônibus, nas palavras de Lúcio, um instrumento de “segregação entre pagantes e não-pagantes”.

Após a palestra de Lúcio, foi a vez das intervenções do IPPUJ e do Movimento Passe Livre. Luiz Alberto de Souza elogiou a organização do evento e a perspectiva apresentada por Lúcio, mas ressaltou que o transporte não é o único problema do Brasil, de modo que o tratamento dos demais problemas sociais demanda muitos recursos, de maneira que não sobram recursos para pensar uma grande transformação do transporte urbano.

Os militantes Isidoro e Beavis, por sua vez, analisaram a situação de mobilidade de Joinville. Segundo eles, o transporte, em sua atual organização, não permite o acesso à cidade, limitando sobretudo os direitos à cultura, lazer e esporte, mas também, em alguma medida, o direito à saúde e educação. Destacaram que os 23,11% da população de Joinville que andam a pé, segundo dados divulgados recentemente, vivem uma situação de “não-mobilidade” ou, como enfatizaram, tem sua mobilidade restrita a “deslocamentos de sobrevivência” – a ida a padaria, à escola do bairro, à lotérica para pagar uma conta etc. Por fim, defenderam mudanças no transporte que o tornassem verdadeiramente público.

Em seguida, foi a vez das perguntas e intervenções da platéia. Além dos esclarecimentos prestados por Lúcio no tocante ao modelo municipalizado de transporte, o representante do IPPUJ foi bem requisitado, com perguntas a respeito de ciclovias, domingo livre e licitação no transporte coletivo.

Nas considerações finais os representantes do MPL trataram de enfatizar seu desacordo com as justificativas do IPPUJ no que diz respeito à dificuldade em se transformar o transporte. Lúcio Gregori, por fim, ressaltou sua visão geral sobre a organização do transporte no Brasil que sem recursos e políticas do Ministério das Cidades foi classificado pelo ex-secretário como, de modo geral, um “lixo”.

A Frente de Luta pelo Transporte Público continuará debatendo com a população joinvilense alternativas à do transporte coletivo.